quinta-feira, 17 de dezembro de 2009



191 - SOPRO DO TEMPO
Autor: Carlos Henrique Rangel

O tempo soprou
E meus cabelos
Se tingiram de Branco.
O tempo se moveu
E eu que era eterno
Me vi pó.
O sopro do tempo
Beijou minha face
E vincou minha pele
Com caminhos
De lágrimas.
O tempo soprou
Em minha rua
E jogou por terra
O sobrado.
E asfaltou
Seus caminhos...
A praça sentiu o tempo
O coreto se desfez
E os canteiros morreram...
O sopro do tempo
Me assusta
E eu não piso
Mais no rio...
O tempo soprou
Suas pragas
E eu chorei
Minhas dores
Refugiando
No passado.

Um comentário:

1248 - SIRENE