segunda-feira, 28 de dezembro de 2009



BARRIGUDA
Autor: Carlos Henrique Rangel

A barriguda frondosa

adorada, amada,

sombra dava

refrescava.

Respeitada,

cobria a vida

da gente

que passava

ou ficava

na praça...

A barriguda

adorada

assistia

as idades

das gentes:

pirralhos, adolescentes

idosos...

Todos frequentes

no constante

vai e vem

dos dias...

Um dia de noite

turva,

iluminada

por raios cortantes

a barriguda frondosa

alvo fácil

e orgulhoso

foi rasgada, mutilada

pelas lâminas

das nuvens...


Morreu a barriguda

adorada

tanto amada.

O povo que a amava

chorou suas dores

e como parente querido

foi velada

pela madrugada

em rezas, choros

e velas...

Em poemas e desenhos

foi cantada...

Foi-se a sombra

que dava...

A cobertura

de vidas.

O olhar de quem

passava...


Mas...

Mistério divino...

O que se tinha perdido

lamentado e chorado

por milagre dos Céus

voltou à vida

em pequeno broto.

Ressuscitou

a barriguda adorada

para alegria do povo.

Voltou aos vivos

o que se tinha perdido...

Para a alegria do povo.

A barriguda

adorada

que sombra dava

continua...

Assiste as idades

das gentes:

Pirralhos, adolescentes

idosos...

Todos contentes.

E rezam agradecidos

aos Céus

o milagre presente.

3 comentários:

  1. Uma história real que aconteceu na cidade de Paracatu. A imagem é da própria árvore barriguda.

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  2. mutação, tudo esta fluindo naturalmente!

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  3. Acho que foi muita energia positiva sobre a árvore. Aquele povo a adorava e hoje dividem o tempo em "quando a barriguda morreu" e "quando a barriguda Ressuscitou...
    Você sumiu... Muito ocupada?

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1267 - TRÊS MESTRES