terça-feira, 31 de agosto de 2010

416- PALAVRAS
Autor: Carlos H. Rangel

Palavras borboletas...
Como são lindas
As palavras aladas...
Como dançam
As palavras no ar.
Como borboletas
Soam o seu flanar...
Leve brisa ecoa
No ar...
Poesia alada.
Aladas palavras
Que se fazem no ar...
No ar as borboletas
Em letras.
Dançam no espaço
As doces palavras.
Palavras borboletas...
Em cores...
No ar...
Como dançam
As palavras no ar...

Consegue ver as palavras borboletas?
Não as prenda.
Deixem que voem formando versos
Não as prenda...
São prendas...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

415 - ANCIÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

O que há comigo?
Por que esse cansaço
De ancião
Se ainda não?

Meu tempo escorre
Preguiçoso
E eu conto nuvens
Sem saber por que...
Não sei onde estou
Ou onde estarei amanhã.
Aqui agora
Só esse cansaço ancião...
E eu ainda não...

Eu te perdi no tempo
E sua falta me faz falta...
Todos os dias
São iguais... Quase...
Mais velho estou
E esse cansaço de ancião...
E eu ainda não...

Vejo sua foto
Na parede
E você não me vê.
Há quanto tempo
Você é a mesma?
E eu...
Cansado
Como um ancião...
E ainda não...

Sento no sofá
Que foi nosso...
Agora meu...
Há um vazio ao lado
E no meu coração...
Tudo que resta
É esse cansaço de ancião...
E eu ainda não...


segunda-feira, 23 de agosto de 2010


413 - CONTAR
Autor: Carlos Henrique Rangel

Vou contar
Como era
Como foi
Como pode ser
Como será.
Eu sei de tudo
Um pouco.
Contado por muitos
Um pouco de tudo...
O futuro
Pode ser melhor
Quase como o passado
Se um pouco
Dele ficar.
Um pouco precisa ficar
Se quero continuar.
Vou contar
Para lembrar
Como era
Como foi
Como pode ser
Como será.
Eu sei de tudo
Um pouco
Contado por muitos
Um pouco de tudo...
Ouça o que tenho
A contar
E você será
Como pode ser
Como foi
Como era...

Eu vou contar...


414 - SEU JEITO DE SER
Autor: Carlos Henrique Rangel

Você não me explica...
Nada me diz.
Inexplicável
Seu jeito de amar...
Se amar é.
Não entendo
Seu egoísmo
Partilhar pode ser...
Melhor...
Depois que tudo passa
Tudo passa para você.
E eu que quero mais
Não sei o que dizer.
Inexplicável
Esse jeito de ser.
Outro pode entender
Eu, carente que sou
Tento
Mas não consigo...
Você não me explica
E eu não sei o que dizer.
Inexplicável
O seu jeito de ser...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

410 - EU SEI
Autor: Carlos Henrique Rangel

Pois é...
Foi tudo um engano.
Somos só amigos...
A carência noturna
Nos atraiu
Nos traiu...
Eu sei...
Foi um engano...
Um bom engano.
Mas somos amigos...
Será nosso segredo...

Um ótimo engano...

Pois é...
Eu te disse coisas
E você me consolou.
Eu te consolei
Eu sei...
Uma noite diferente...
Quando fomos
Mais que amigos.
Eu sei...
Foi tudo engano...

Um doce engano...

E ainda somos amigos...
Eu sei...
Somos apenas amigos...
Mas foi bom ser mais que amigos...
Você também achou.
Pois é...
Foi tudo um engano...
Um bom engano.
Um ótimo engano.
Doce engano...
Adorável engano...
Eu sei...


411 - AGOSTO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Ah...
Gosto de você...
Gosto de te ver...
Há gosto para tudo.
E eu gosto de você.
Agosto é o nosso mês
Nosso doce agosto.
Nossa receita
Tem sal a gosto.
Ah...
Gosto de você.
Gosto de te ver
De tocar
Do seu ser.
Há gosto para tudo
Nesse nosso mês de agosto.
Esse frio de agosto...
Gosto.
Há gosto para tudo
E do frio eu gosto com você.
Doce agosto
Sou para você.

412 - EU VI
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu vi seus olhos
Na asa da borboleta
E eles não pousaram em mim...

Te vejo em tantos lugares
Menos em mim.

Eu vi seus lábios em flor
Naquele jardim
E não os colhi...

Te vejo em tantas coisas
E nenhuma é para mim.

Vi seu corpo nas folhas da palmeira
E dançava
E bailava...
E não era para mim...
Seu sorriso nas nuvens eu vi.
No alto, longe de mim.

Te vejo em tantos tudo
Só o nada é para mim.

Eu vi suas lágrimas
No chafariz.
Banharam-me a face...
Eram para mim...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

409 - EM SILÊNCIO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Em silêncio
Você me visita.
Quase não sinto...
Apenas o seu perfume
Te denuncia...
Nenhum beijo recebo...
Um abraço se quer...
Sei que me olha.
Que me vê do seu jeito...
Eu... Fico sem jeito...
Sabendo que em silêncio
Você me visita...
Vela meu sono...
Povoa meus sonhos...
Em silêncio...

Visita-me...
Visita-me...



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

408 - TENHO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Sonhos com cheiro de amor.
Tenho saudade do vento
Que te levou...
Do cheiro que ficou.
Da poesia
Dos beijos...
Da maresia do amor...
Você se foi...
Não voltou...
Eu...
Sonho com o cheiro de amor.
Seus lábios nos meus...

O vento levou...


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

407 - AQUI
Autor: Carlos Henrique Rangel

Aqui nesse silêncio
Do fim
Eu ainda te quero
E te espero...
Fui feliz?
Sim...
Mas mais quero.
Sua falta
É o que mais sinto
Nesse fim infinito.
E te espero...
Que venha logo
Sobre mim
Para sermos eternos
Assim...
Aqui as horas
Também passam
E nós que passamos
Não passamos mais.
Somos eternos
No fim.
Eu te espero
Não tenho pressa...
Sempre estarei aqui.

1202 - ROMEU

1202 - ROMEU Autor: Carlos Henrique Rangel