quarta-feira, 27 de outubro de 2010


426 - PARA VOCÊ...NÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Desconhecido...
Para você...Não.
Eu estou em toda parte
Nos lugares conhecidos.
Sou o estranho dos estranhos
Para você...Nâo.
Te conheço como a palma
De sua mão.
Sou o seu outro
Seu amante...
Seu irmão.
Para os outros
sou desconhecido.
Para você... Não.
Olhe para o lado
E me verá estranho
Mas não o sou...
Não para você...
Os outros não sabem de mim...
Mas você...Sim.
Me sorria conhecido
E eu o serei para você.
O que não tem nome
Não sabe de Mim...
Mas você... Sim.
Serei sempre
O estranho, o desconhecido
Para os que são estranhos
E desconhecidos...
Para você... Não.

domingo, 24 de outubro de 2010

425 -ESSE TEMPO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Esse tempo
Não me quer melhor...
Eu bebo esse vinho
Procurando o Sol
E não vejo você.
Minha cabeça gira
E todo o meu ser.
O mundo é um circulo
E sou um centro duvidoso
Sem você.

Esse tempo
Não me quer melhor...
Nem você.
Eu bebo à minha solidão
E não estou só.
Penso em você...
Minha cabeça precisa
Cair nessa mesa
Quem sabe adormeça...
Quem sabe você apareça...
Minha dor
Tem a cara do tempo.
Esse que não ajuda...
Bebo mais um gole
Desse sangue de fruta
Quem sabe entorpeça...
Quem sabe alguém apareça...
Você...
Esse tempo
Não me quer melhor...
Nem você...
424 - QUANDO A NOITE CAI
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quando a noite cai
Também eu...
Há um silêncio berrando no ar...
Encolho-me no canto
E vejo as estrelas
Quando há...

No alto, as luzes
São de todos
E o que vejo
Você também vê.
Gosto de pensar assim...
Estamos juntos de novo
Olhando o céu e as estrelas
Mesmo que longe...

Essa Lua
Você também a vê
E isso importa...
Ela é nossa...
Quando a noite cai
Também eu...
É quando sei que
Que você existe
E eu...

Há um silêncio berrando no ar...
Mas essa Lua é nossa
E as estrelas...
Sou feliz à noite...

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sábado, 23 de outubro de 2010



423 - LEMBRAR DEPOIS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Pobre de mim,
poeta esquecido...
Seu alento...
Conforto me dá:
Esse poema lindo...
Eu que me esqueci
Já quase lembro
Depois de ti.
Agora posso continuar
Posso ser feliz.

Quase me lembro...
Posso ser feliz.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


422 - DIVAGANDO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Meus dedos estão sujos...
Será que tem janta?
Vontade de um banho.
Ela não ligou...
Esse café está frio.
Eu quero uma cerveja fria...
Isso não vai ficar pronto...
E ela não ligou...
Esse relógio não está certo.
Isso aqui não vai dar certo...
Essa caneta vai acabar...
Melhor trocar...
Depois eu fecho a janela...
Ela não ligou...
Esse telefone estragou?
Não...
Ela é que não ligou...
Essa mesa está uma bagunça.
Amanhã eu arrumo.
Eu disse isso ontem...
Amanhã eu arrumo...
Uma cerveja vai bem...
Está calor...
E ela não ligou...
Escureceu rápido.
Quero uma cerveja...
Onde tem uma caneta?
E ela?
Por que não ligou?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

421 - VERMELHO E BRANCO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Vestirei branco
Para te realçar a beleza rubra...
Quem sabe mais tarde a descubra
Entre panos vermelhos e brancos
Em escuridão incolor...
Vestirei branco
Para demonstrar pureza...
Puro é o meu coração.
Quando te vê como rosa.
Que seja minha rosa vermelha
Sobre o branco que me cobre
Seremos lindos.
Será meu vinho derramado
Em toalha de linho.
Seremos composição...
Obra prima de exposição...
Vestirei branco
Para te chamar a atenção.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


420 - FRUTEIRA
Autor: Carlos Henrique Rangel

A árvore que dá fruto
Não sabe
Mas seu fruto
Vai parar na fruteira.
A velha fruteira
Que a Mãe teima
Em decorar a mesa.
Por que esse apego
Ao horror do mundo?
Eu não sei...
Desde pequeno
Não sei...

A árvore que dá fruto
Não sabe
Mas o fruto
Vai parar na fruteira da Mãe...
E eu não sei...

Certo dia quis saber
E perguntei:
- Mãe, por que não troca.
O lugar de frutas
Por algo que as valorize?
Essa feiúra não ajuda
Parecem todas em crise.
A Mãe
Com seu olhar de mãe,
Disse depois de algum tempo:
- Foi da sua avó essa fruteira
Que demarca o centro da mesa.

Segurando uma lágrima rebelde
Concordei com a cabeça...
Agora sei...
Agora sei...
Deixe a fruteira na mesa...

1248 - SIRENE