domingo, 23 de agosto de 2009

138 - PEQUENA NOITE
Autor: Carlos Henrique Rangel

Na pequena noite
Eu te amei
Com os olhos.
Te beijei
Em pensamento
E você não viu...
Te segurei o queixo
E rocei seus lábios
Virtualmente.
Seu perfume
Que não sei
Me impregnou...
Na pequena noite
Apaixonei de novo
Adolescendo
Por você...
Na pequena noite
Te encontrei

E me perdi...
137 - REGISTRO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Registrei
Seu sorriso
No livro
invisível do meu peito.
Eterno ficará
enquanto durar
Minha vida menina...
Menina
Te criei fada...
Asas dei
e te amei...
Em Brumas...
E acreditei.
Sim,
Acredito em fadas
Te inventei...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

136 -CAMINHOS ÚMIDOS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Sobre a Balaustrada
Vi o rio
E seu caminho.
O meu?
Eu não sei
Do meu caminho.
Não conheço
Minhas margens
Não vejo a foz.
De onde estou
Não vejo o outro lado.
Da nascente...
Da nascente
Não me lembro ...
O meu caminho
Não é protegido
Por balaustradas.
É inseguro
Como a vida
E já provocou maremotos.
Outras vezes
Foi manso
Como um regato
E beijou flores nas margens.
Meu caminho
É menino antigo
Teimoso, rebelde
Mas segue...
Eu não sei
Do meu caminho...
Caminho.
Adivinho e mal.
Sigo as fendas
E me derramo em
Cachoeiras.
Meu caminho tem
Águas límpidas,
Ás vezes turvas e barrentas...
Meu caminho
Brinca comigo,
Me assusta
Ou me faz rir...
Eu não sei
Do meu caminho.
Aprendo cada dia
Ou tento.
Me deixo levar
Para ver onde vai dar...
Eu não sei
Do meu caminho...
Repito: caminho.

sábado, 15 de agosto de 2009

135 – PENSO
Autor: Carlos Henrique Rangel
Penso...
Logo existo
Logo insisto
Logo desisto.
Penso,
Existo?
O cão que vejo
Existe?
Se existe,
Pensa?
Se não pensa
Não existe?
A flor que vejo
Existe?
A flor pensa?
Se não pensa
Não existe?
Se não existe
É alucinação
O que vejo?
Penso
Logo insisto
Logo desisto


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

134 - VALE DAS SOMBRAS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu caminhei
Pelo Vale das Sombras...
Das dívidas
Das mentiras
Ditas...
Eu chafurdei
Nas lamas coloridas
da noite
E achei que
Era feliz...
Sim.
Eu acendi velas
Para Marx
Para Lenin
E Bakunin...
Graças a Deus...
Fui anarquista
Trotskista
Budista
Taoista
Chovinista...
Tantos “istas”
Que me perdi...
Li
Play Boy
A Bíblia
o Bragava gita
e o Pasquim.
Sim,
Li o Pasquim...
Sou velho
Buscador
E busquei
Dores
E amores...
Amores e dores.
E aprendi.
Aprendi que aprender
É bom.
Te ver é bom...
Espero a próxima
Onda
Para ver
Qual é.
Se não for
Outras virão.
Eu caminhei
Pelo Vale das Sombras
E sobrevivi...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

133 -PORQUE
Autor: Carlos Henrique Rangel

Estou cheio
de porquês...
Porque
Porquê

Por quê
Por que?
Porque sim
Porque não...
Porque isso
Porque aquilo...
Sou criança
descobrindo...
Porque preciso
Porque quero
Porque me interessa
E...
Porque não?
Porque tudo
Tem sentido
Quando não...
Porque tenho
Frio.
Porque está
Quente.
Porque te amo
Ou não...
Estou cheio
de Porquês
E vivo feliz
Ou não
Com as respostas
Que tenho
Que descubro
Que aprendo
Que aprecio
Que invento.
Por que?
Porque quero
Ora...
E porque
Não?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

132 - ÚNICA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Meu cotidiano
Parece eterno...
Cansa
E importa.
Será?
Será assim
Com os outros?
Ou só eu vejo
O mundo como
Uma sucessão
de EUS?
Não sou criança
Mas no entanto
Ás vezes sinto
o mundo sobre mim...
Quanta pretensão
Deste pobre mortal
Que se quer especial...
Especial somos TODOS
E no fundo
O mundo gravita
Sobre nós...
Eu acho...
Não somos nós
Que interpretamos
O mundo?
A leitura do mundo
Não somos nós
Que fazemos?
Individualmente,
Em coletividade?
Meu mundo só eu
Vejo...
Quem mais vê
O mundo como Eu?
Ahhh...
Você vê...Sim, vê...
Mas não vê
Como Eu...
Meu mundo
É único
Num universo
de bilhões de mundos...
Minha visão míope
É única...
Não a mais bela
Não a mais fantástica...

Mas especial por ser única...
Única entre bilhões...


Mas a sua também é...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

131 - PLUMA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Leve como a pluma
Ela brilha sem ofuscar.

Como é bom olhar...

Desliza em sua beleza simples,
Acaricia com sua voz de moça...
Meus sentidos agradecem.

Como é bom olhar...

O sorriso parece eterno
Uma Mona Lisa mais bela...
Mais sábia …
Mais...

Como é bom olhar...

Eu senti suas mãos
No descuido atrevido
de meus dedos
E quase dei vivas
Quase não lavei
Aqueles cinco delinquentes...
Quem dera sentir sua brisa
Todos os dias...
Ai quem dera...
Mas...
Como é bom olhar...


Melhor...
Melhor seria tocar...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

130 - EMAIL
Autor: Carlos Henrique Rangel

Olá... Lembra de mim ?
(oi)
Você sumiu...
( Muito ocupada)
Eu sei... Tão ocupada que não tem mais tempo para mim...
(Não é isso... Trabalhando muito... Estudando mais …)
Mas custa um oi? Só um oi?
(Você não entende... Minha vida está mudando...)
Eu sei... Tanta coisa mudou... Você mudou...
(É... Talvez eu tenha mudado...)
É... Vai mudar mais... Para bem longe...
(Risos... Você continua com um bom humor )
Só sobrou um pouquinho...
(Você está bem?)
Melhor quando você responde meus e-mails...
(Nem sempre dá...)
Antes dava...
(Eu sei... Mas eu mudei...)
É... Mudou mesmo...Mas continuo gostando de você...
(Eu também...)
É... Eu estou vendo...
(Olha... Eu tenho que ir...)
Eu sei... Você é muito ocupada...
(Tchau... Até logo...)
Adeus...