sexta-feira, 31 de julho de 2009

129 - NORMAL
> Autor solrac Henrique Rangel
>
> Normalmente sou normal
> Assim, meio louco...
> Um maluco normal...
> Normal por que não mato...
> Quero dizer...Quando estudante, matava aulas...
> E hoje...Mato o tempo
> Escrevendo Loucuras...
> Mas sou normal...
> Pelo menos assumo essa
> Verdade que muitos querem negar...
> Como diziam no tempo de minha mãe:
> “Miguel doido começou foi assim...”
> Assim assado, eu vou me amalucando
> Normalmente, ignorando a maluquice alheia...
> Melhor assim...
> Cada louco com sua mania...
> E eu com as minhas...
> Deu para entender?
128 - ALTAR
Autor: Carlos Henrique Rangel

Deixa estar...
Apagaram a vela.
Somente o cheiro
Sinto no ar...
A solidão do templo
É minha alma...

Você no altar...
Deixa estar...

Por qual vão
Saiu?
A porta aberta
Te espera...
Não ouviu?

Deixa estar...
Guardei uma lágrima
Para te entregar.
A rosa murchou na lapela,
E a solidão da alma
É minha capela.

Deixa estar...
Você no altar...

Meu sorriso
Ficou no passado
Nada vejo
Ao meu lado...
Minha música
É um gemido
E não sei mais
O que há comigo.

Deixa estar...
Você no altar...

Te esperei
Na rua
Na chuva
Na fazenda...
Não armo
Mais minha tenda...
O deserto
É minha sina
E procuro
Por você...
Meu mapa
Da mina...

Deixa estar...

Quando vai
Voltar?
A solidão
É minha capela...

Você no altar...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

127 - PONTO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Apenas um ponto
E tanto...
No mar de nada
O ponto se destaca.
Um ponto
E tanto...
O foco
Se direciona
Para o ponto.
A solidão do ponto
O faz presente
Para tantos.
A solidão do ponto
Irmana tantos
Na visão única
Do ponto.
A convergência
Ao ponto
Unifica olhos
E ponto.
Já não há
Mais solidão...
São tantos
Unidos
Na unidade
Do ponto...
O ponto
São muitos...
Ponto final.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

126 - BONITA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Bonita
Sim,
É bonita
E saber ser...
Não uma beleza
Assim comum ...
Como a Beleza de revista.
Não...
Bonita de se descobrir
De sorrir menina
Inteligentemente bonita...
Beleza escondida
Para poucos...
Para iniciados...
Bonita...
Não me canso
De olhar...
Apreciar...
Vontade de estender a mão
E tocar...
Bonita...
Mais que bonita...
Linda...
Vontade de ser mago
E me esconder em
Seus cabelos...
Vontade de desfilar
Meus dedos
Sobre sua pele...
Vontade de perfumar
Seus ouvidos
Com meus beijos...
Vontades mil...
Bonita...
Essa beleza
Vai me consumir
Arquivada que está
Em minha mente...
E será eterna
Enquanto durar
Sua lembrança...
Bonita...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

125 - AMENDOIM
Autor: Carlos Henrique Rangel

Amendoim
Com casca
Incomoda
Muita gente...
São como
Elefantes...
Agarra nos dentes
Escorrega da mão...
Tem sal
E pode fazer mal...
No prato ou no canudo
Amendoim
É o mal do mundo.
E incomoda
Muita gente.
Sou contra
E assino
Tratados
Contra o amendoim
Com casca...
Criem guetos
Favoráveis.
Afastem de mim
Essa taça...
Abaixo
O amendoim
Com casca!
124 - TELMA
Autor: Carlos Henrique Rangel

A Telma
Disse: GENTE!
Eu não vi
O absurdo...
Quase nada
Estranho...
Tudo me
É lindo ...
Um sonho...

A Telma
Disse: GENTE!
Sim...
Muita gente...
E quantas
Diferentes...
Bom
Que seja assim...
A igualdade
É burra
E mentirosa.
Somos desiguais
(Eu acho...)

A Telma
Disse: GENTE!
Os carros
Estão cinzas...
A fumaça
Também é cinza...
Cinza
É a cor da moda...
Não importa.
Eu sou verde
E sei que há rosas...

A Telma
Repetiu: GENTE!
Tanto espanto
Por tanto...
Admiro quem
Se espanta...
Está vivo
Quem se espanta...

A Telma
Disse: GENTE!
Realmente
Está quente...
Mas tem gente
Que não sente.
O frio sempre vem.
E de repente...

A Telma
Gritou: GENTE!
Não esquenta,
Ela mente...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

123 - CRESCER
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quando crescer
Quero ser feliz
Assim ...
Como um rico.
Com comida farta...
De carro novo... Preto de doer
Quero ter um Jarbas...
Motorista tem que ser Jarbas...
E uma casa com vários quartos...
Um para cada dia do ano...
É...
Quero ser muito rico...
Mas se não der
Serve um emprego
De funcionário público
Daqueles de não fazer nada
E contracheque gordo...
Mas...
Bom mesmo é ser feliz... RICO
É isso que eu quero ser
Quando crescer...
122 VISÃO
Autor Carlos Henrique Rangel

Houve um tempo
Em que eu te via
Passar solitariamente
Acompanhada
e me sentia feliz...
Seu olhar me dizia coisas
que em minha sede
de você eu bebia
em grande goles..
Ficava bêbado de você...
Depois...
Você não tinha mais hora..
já não te via no tempo
que era...
Você deixou passos
Invisíveis na calçada
E meu olhar
Ficou mudo de você...
Dói o cotovelo na janela
Esperando a sombra
De seu vestido...
Dói o vento no rosto
Espalhando as lágrimas...

Meu Deus!
Será que encantou...?
Fada que era...?

domingo, 12 de julho de 2009

121 - INTERNET
Autor: Carlos Henrique Rangel

(...)
Ninguém entrou?
(...)
Estou só... Precisando falar com alguém...

(Oi...)

Quem é?
(eu)

Pensei que estava trabalhando?
(estou... Mas sempre abro os e-mails)

abriu os meus?
(abri)

Porque não respondeu? Fiquei mal...
(foi de propósito...)

Gosta de me ver assim... Mal? Você é má...
(Queria ver o que você iria fazer...)

Não fiz muita coisa... Fiquei te esperando... Na verdade implorando em pensamento...
(bobo... Não era preciso...Eu estava aqui)

Mas eu não sabia... Agora sei... Da próxima vez te encho de poesias...
(aí eu respondo rápido)
Eu sei, você adora poesias...
(E você)
Não sei... às vezes acho que não...
(Bobinho, gosto sim... Eu te adoro...)
Eu que não demonstro isso né?
(Você se acovarda... Não quer me ver)
Não foi eu que não quis encontrar com você outro dia...
(Tinha compromisso combinado há tempos...)
Quem diz que quer alguém, dá um jeito... Como disse o grande Mestre: "Os amigos você sempre os terá... A mim... Não...(Se ele não disse, pensou)

(como você é egoísta...)
Não sou não... Só queria te ver...
(Vem encontrar comigo em minha casa...)

Você sabe que não posso...
(Isso é uma perda de tempo... Adeus...)

Espera... Não vá ainda... Ei! Não vá...
(...)
Eu te escrevo amanhã... Um grande beijo...
Não, dois grandes beijos...
120 - CASULO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Na parede
O casulo...
Todo dia olho/olhei
E era apenas
O casulo.
Minutos e horas
A fio...
Ansiedade
De ver
O casulo
Na parede.
Medíocre cotidiano
E o casulo...
O café
Está frio
E o casulo
Teima em
Ser cinza
Na parede.
Volto e meia
Para ver
O que é
O que vai ser...
Mas...
No fim dos tempos
Perdi a hora.
Não vi
O habitante voar...
O casulo...
Ainda está lá...
O café?
O café está frio...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

119 - PASSADO PRESENTE
Autor: Carlos Henrique Rangel

O movimento
É lento
Mas existe...
Um ir e vir
Caseiro.
Gente igual
Em lugar igual.
Veículos se acumulam
Nas laterais
E pessoas
Ensaiam
Cumprimentos
Que acham originais.
Nada há de original
Tudo é quase igual
Nesse vai e vem
De gente.
O que se pensa
Original
É apenas esquecimento...
Passado e presente
Se complementam
Passado e presente
Se cumprimentam.

118 – POUCO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Já dizia
O poeta:
“de tudo fica um pouco”
Um pouco
De você
Poderia ter
Ficado mais...
Mas...
Não ficou...
Você se foi
Num bater
De porta
E o ruído
Ainda ecoa
No meu ser...
O que ficou
São “fotografias na parede”
E na alma
E como dói...
Deixa...
Não importa...
Tanto...
Já anunciei a vaga
No meu coração...
Poderia ter
Ficado mais...
Mas...
Tudo bem...
Um pouco de você
Basta...
Uma fotografia
Na parede...
BASTA!


1270 - CARLOS