terça-feira, 28 de dezembro de 2010

466 - SER BOM
Autor: Carlos Henrique Rangel

Esse ano quero ser bom.
Sim, quero ser bom em muitas coisas:
Bom filho.
Bom pai.
Bom amigo.
Bom marido.
Bom vizinho.
Bom colega...
Quero ser bom em tudo.
Fazer melhor aquilo que fiz.
Fazer melhor aquilo que não fiz...
Ser bom será o meu lema nesse ano.
É difícil, eu sei...
Mas vou tentar...
A decisão de ser bom já foi um grande passo.
Ah, se todos nós decidíssemos ser bons...
Quem sabe teríamos menos guerras...
Menos misérias...
Pois é, decidi ser bom...
E o meu primeiro ato de bondade
Será desejar a todos que sejam bons
Nesse ano que se inicia.
E que tenham um ótimo ano
Cheio de alegrias.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

443 - EGO
Autor: Carlos Henrique Rangel


                                                                     Roman Opalka
442 - EU
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eu,
Que me quero eterno.
Sou mera brisa
Nesse vendaval.
Nada pára o nascer dos dias.
Nada detém a noite
E suas estrelas quase infinitas...
Nada há que seja infinito...
Morrem as coisas que têm vida...
E eu a tenho
Ainda que duvidem...

Eu,
Que quero ser eterno
Sou grão de areia
Entre grãos.
Cada dia me aproxima
De ser grão
Ou o pior... Pó.

Eu,
Que me quero eterno
Pobre de mim...
Sou carne que envelhece.
Se sou mais que isso...
Só Deus...
Se infinita é a alma
É bom que ela exista.
Nada mudará se ela não...
Serei sempre
Um ser que passa...

Eu,
Que me quero eterno
Sou finito que se transforma.
Nada se perde...
Tudo se modifica.
Assim serei...





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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


441 - DE MIM / DE TI
Autor: Carlos Henrique Rangel

DE MIM

E eu sei?
Coitado de mim
Que não sei de mim...
Vejo-me no espelho
E não sei de mim...
Nos olhos de quem olha
eu vejo a mim...
E não reconheço o que sei de mim.
Rabisco meu currículo todos os dias...
Reescrevo o que penso ser...
Mas não sei de mim...
Quem saberá o que sou se eu não sei?
Não sei...
Não sei...
Não sei de Mim...

DE TI

E você sabe?
Coitada de ti
Que não sabe de ti...
Vê-se no espelho
E não sabe de ti...
Nos olhos de quem olha
Você se vê.
E não reconhece o que sabe de ti.
Rabisca teu currículo todos os dias...
Reescreve o que pensa ser...
Mas não sabe de ti...
Quem saberá o que é se você não sabe?
Não sabe...
Não sabe...
Não sabe de ti...


domingo, 5 de dezembro de 2010


438 - ACABOU
Autor: Carlos Henrique Rangel

Ainda mastigo aquela palavra
Dita de forma pausada:
Acabou!
As letras têm gosto amargo
E ferem a boca
E ferem os lábios...
Acabou!
A rua parece deserta
E trombo na multidão.
Não ouço os carros
Não ouço as vozes...
Mastigo a palavra:
Acabou!
Salta uma lágrima
E outra a segue.
O mundo se nubla
E o meu peito...
Acabou!
Sorriem estranhos
Riam estranhos!
Eu sofro...
Acabou!
Caminho fiscalizando
O chão...
Há rachaduras
Que não via...
Podres lixos humanos...
Piso o que não desvio...
Acabou!
Minha dor
Ultrapassa a pele
Minha morte
Espreita-me no rio.
Não tenho sentido
Sou todo sentido...
Acabou!
Não verei mais a Terra.
Não quero mais a Terra...
Mastigo as palavras...
Transpiro tristeza.
Sou o fim do que fui.
Acabou!

439 -ALMA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Por que
Ser tão pequeno
Se o mundo
É grande
E minha alma...?
Correrei o mundo
Em cadeira.
Melhor...
Será melhor...
Voando...
Há mais coisas
Entre o céu...
E eu as quero.
Aprender...
Aprender...
É o que quero
Enquanto houver
Ar nos pulmões.
Não me limite
A alma.
Essa que nunca
Foi pequena.
E eu...
Não quero ser.

440 - TUDO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Sentado
Em solitária mesa.
Os sentidos
Observam o mundo
Das redondezas.
São como países
Intransponíveis...
Galáxias isoladas...
Meu mundo limitado
Apenas observa...
Somente o garçom
Tem livre trânsito
Neste universo...
Vende alegria
Esse astronauta altista...
A cerveja é a flor
Do meu mundo
E eu cuido.
Esvazio o cálice...
Alimento-me
Do fel que cabe
Nesse pequeno tudo.
Não haverá espaços
Para turistas.

Que não venham!

Eu me basto...
Acho...
A cerveja,
Essa flor que fertilizo
Com os lábios,
Alimenta-me...
É o fel que cabe
A esse pequeno macho.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010



CIDADES MINEIRAS
Autor: Carlos Henrique Rangel


Vejam só como são as coisas.
Em Minas Gerais, Estado sem mar, existe uma cidade com o nome de Mar de Espanha.
Como disse, Minas não tem mar e, claro, não fica na Espanha...
Existe também um povoado com o nome de Japão...
Dizem que o nome tem origem na falta de farinha para fazer pão.
Pois é, faltou pão durante algum tempo naquela localidade.
Mas como você sabe tudo passa e a falta de pão passou.
O pão voltou a ser feito.
Todos sabiam que agora havia pão.
- Já há pão. – Diziam para quem ainda não sabia...
Então, “já há pão” virou Japão...
Foi o que me contaram... Não sei não...


Em um curso que dei em uma destas cidades de nomes intrigantes – Catas Altas da Noruega - que fica em Minas Gerais e não na Noruega, havia representantes de uma cidade que se chama Senador Firmino.
Curioso que sou perguntei se o Senador tinha nascido na cidade.
- Não. – Respondeu o ilustre representante daquela localidade.
- Não? Mas então por que se chama Senador Firmino? – Retruquei mais curioso.
O representante de Senador Firmino respondeu solicito:
- Existem duas versões: a primeira é que deram o nome do município porque o Senador Firmino passou de avião por cima da localidade.
- E a segunda? – Perguntei interessado.
- Bem, a segunda versão é que o nome não tem nada haver com Senador.
Dizem que um morador de nome Firmino chegou em casa todo molhado e a mãe espantada perguntou “Cê nadô Firmino?.


Bem...
Foi o que me contaram... Não sei não...