domingo, 3 de janeiro de 2010





209 - ALMA ESCURA
Autor: Carlos Henrique Rangel


Hoje acordei
De alma escura...
Pesada como
O meu sono...
O dia brilha
Lá fora
E eu me cobrindo
De tédio e solidão...
O começo
Sempre é excitante
E assustador
Não sei o que pode ser
E me escondo
No sono eterno
De algumas horas
Noturnas...
Onde minhas asas?
Onde o gigante mar?
Estou infeliz
E nem está chovendo...
O Sol, o velho companheiro
Brilha lá fora
E me chama...
Eu queria tomar
Uma cerveja gelada
Como minha alma
E esquecer
Do amanhã...
Hoje não converse
Comigo...
Não sou boa companhia.









208 – ACHO
Autor: Carlos Henrique Rangel


O que você
Diz é você?
O que você
É?
Você é o
Que diz?
Eu não conheço
Você...
Não de verdade.
Conheço o ideal
O estereotipo...
O melhor
Do que gostaria
De ser?
Eu não sei...
Na verdade,
Não sei de mim.
Quem sou?
São tantos...
Será que
Me vendo bem?
A mentira
Que sou
É só parte
Do que realmente
Sou...
Sou múltiplo homem,
Homenino peixe
Que voa
Sobre as águas
Movido a palavras.
Voar é bom...
Conhecer também...
Mas quem sou
Para saber quem és?
Nem mesmo sei
De mim.
Isso importa?
Alguém conhece
Alguém realmente?
Totalmente?
A verdade é que
O pouco que sei
Me basta.
O pouco que sabe
Basta...
Eu acho...

2 comentários:

  1. Também....
    Sou a mentira, sou a verdade.

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  2. Pois é... somos mentira/verdade. Ainda não conheci alguém que fosse só verdade ou só mentira... Somos a soma dos dois...

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