domingo, 23 de maio de 2010

        344 - QUANTO TEMPO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quanto tempo
Eu vou te amar?
Quanto tempo?
Pela eternidade
A fora?
Eu te entendo...

Quanto sonhos
Juntos teremos?
Quantos sorrisos?
Eu penso
No infinito
De nós dois...
Na continuidade
Depois...

Quanto tempo
Serei seu?
Serei seu?
Eu não tenho tempo...
Sou finito
Você não tem fim
Em mim...
Meu amor
É infinito...
E você...

Quanto tempo
Teremos juntos?
Quanto tempo?
Penso e me arrependo.
Somos eternos
Hoje.
Sempre seremos...
Não importa
O tempo...
Fazemos o tempo...


345 - FACE DE DEUS OU OLHOS DE DEUS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quando
Meus olhos
Viram os seus,
Eu vi Deus...
A outra face
De Deus.
Toda a beleza
Do Mundo
Menor ficou...
Por do Sol,
Praia deserta,
Animais na floresta...
Não vejo mais
Como antes.
Toda a beleza mudou.

Quando meus olhos
Viram os seus.
Eu vi
A outra face
De Deus.
O Mundo
Era você
E eu não sabia...
Me alimento
De você...
Esse Sol
Que pousa
Em mim,
Essa noite
Que me
Esconde...
Tudo agora
É você.
Minha tristeza...
Minha alegria...

Minha filosofia
É você.
Outras verdades
Existem?
Outras faces
De Deus?
Eu não sei.
Só sei você.

Quando meus olhos
Viram os seus
Eu vi Deus...
A outra face
De Deus...




346 - QUE SEJA ASSIM
Autor: Carlos Henrique Rangel

Tudo que
Faço
Exagera o Mundo.
Potencializo
O banal.
Superlativo
O trivial.
As pequenas
Coisas
Eu as vejo
Grandes...
Como são grandes
As suaves
Brisas.
Esse sorriso
De menino.
Essa poeira
No móvel...
O que vejo
Está aumentado...
Tem mais
Brilho os nadas
Do Mundo.
Pelo meu
Olhar de criança
Tudo que faço
Exagera tudo.
Esse cão
Dormindo...
Essa mosca
Dançando...
Esses rabiscos...
Meu olhar
De ancião
Amplia
O cotidiano.
E esse Sol
De domingo,
Comum a todos
Não é comum
Para mim.
Tudo o que
Faço
Exagera o Mundo...


Que seja assim...
Tudo é novo...
O para sempre
Acontece
Todo dia
Para mim.

Exagero o Mundo.
Potencializo
O banal...
Que seja assim...
Que seja assim...



347 - PASSADO
Autor: Carlos Henrique Rangel

O passado me é caro
e me custa caro...
Sou seu devedor...
O que sou
Ele me deu
do bom e do pior.
Meu passado
Não é descartável.
Não rasgo.
Não vendo.
Não dou...
Minhas feridas
Eu as lambo...

Cicatrizes?
Esses troféus
São meus.


Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=133830#ixzz0onRZZQTs
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Nenhum comentário:

Postar um comentário