sábado, 13 de novembro de 2010


432 - AMOR EM PEDAÇOS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Apesar de tudo
Amo-te em pedaços
Como te amei inteiro.
Quando era possível
Amar-te inteiro...
Toda dor que veio
Partiu em pedaços
O lugar de amor...
Nada acabou.
Apenas distribuiu
Aos cantos
Pedaços de amor...
Apesar de tudo,
Amo-te em pedaços
Nada mundou...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

431 - OLHOS DE CRIPTONITA
Autor: Carlos Henrique Rangel

SEGUNDA FEIRA
Hoje lembrei de você
Naquele dia
Àquela tarde
E seus olhos verdes
Diziam-me amor
Em criptonita.

TERÇA FEIRA
Hoje lembrei de você
Naquele dia
E seu sorriso
Era de canjicas
Quando me olhava
Com os olhos
De criptonita.

QUARTA FEIRA
Hoje lembrei de você
Naquele dia
E o beijo que me deu
Era de maçã
E escondeu o sorriso
De canjica
E fechou os olhos
De criptonita.

QUINTA FEIRA
Hoje lembrei de você
Naquele belo dia.
E seu abraço no cinema
Tinha perfume de cobertor
E completava
O beijo de maçã...
Aquele que escondeu
O sorriso de canjica
E fechou os lindos
Olhos de criptonita.
SEXTA FEIRA
Hoje lembrei de você
Naquele dia
E o vi transformar
Em outro dia.
Naquele quarto
Agora nosso
Cheio de abraços
De cobertor
Beijos de maçã
Sorrisos de canjica
E olhos...
Olhos de criptonita.

SABADO
Hoje lembrei de você...
E sei que matarei
A saudade daquele dia.
Do quarto agora nosso.
Do abraço de cobertor.
Do beijo de maçã.
Do sorriso de canjica.
Dos olhos de criptonita.


terça-feira, 9 de novembro de 2010


Obra de Natália Jade Rangel
430 - FLORES NOS OLHOS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Tenho flores nos olhos
E o mundo que vejo
É um jardim.
Tenho flores nos olhos
E são como você...
Eu amo o que vejo
No cotidiano,
E na simplicidade
Do que não é simples
Eu distraio o olhar...
Tenho você no olhar
E o mundo é você...
Tenho flores nos olhos.
Com você sou feliz.

domingo, 7 de novembro de 2010

429  - CURA
Autor: Carlos Henrique Rangel

O que queima meu corpo
É por você...
Doente?
Sim,
Doente de você...
Tanto te quero
Que meu querer
É quase um não querer...
Sofro tanto esse amor
Que me esqueço.
De mim não sei mais.
Só sei você...
Esse amor que queima
Em mim
Tem nome que a ciência
Não advinha.
E soa tão bem em meus tímpanos
Que meus lábios declamam
Como oração...
É para você
Essa devoção.
Essa chama que sou...
A cura,
A cura só você...
Ministradas em doses suaves...
Carinho...
Meus lábios nos seus...
Os seus nos meus...

428 - O Rio -
Autor: Carlos Henrique Rangel

No mesmo rio não piso...
Ainda assim é o mesmo rio.
O caminho que sigo todos os dias
É o mesmo caminho.
Os dias...
Os dias não são os mesmos...
Nem mesmo eu sou o mesmo.

A cada minuto mudo
e o mundo.
No entanto me sinto seguro
pisando o rio.

Seguindo o caminho...
Mesmo mudando a cada passo.
A cada minuto.

Ainda sou.
E o mundo que vejo mudando
me é familiar e me faz bem...
Sou contemporâneo
do agora...
Sou contemporâneo
da mudança...
E mesmo sabendo
do efêmero me quero eterno.





terça-feira, 2 de novembro de 2010

427 - SILÊNCIO
Autor: Carlos Henrique Rangel

O silêncio das coisas
falam que sou...
Já fui tanto
que não sei o que sou.
No entanto
um pouco de mim
está no que vi
no que toquei
no que fiz
no que guardei
no que amei...
No silêncio
que diz o que sou
sem pudor
eu me perco
e me encontro.
O mundo
que fiz meu
sou eu...
Silêncio...

  CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...