sexta-feira, 21 de maio de 2010

342 - TEMPO PERDIDO
Autor: Carlos Henrique Rangel



Eu que perdi tempo
Amando muitas
Vezes,
Só quero amar
Uma vez.
Apareça
Criança noturna.
Quero te acalentar
O sono.
Jogue flores
No meu palco.
É para você
Que canto
Meu mundo.
Estou aberto
A tudo.
Se abra....
Se mostre...
Desta vez
Serei namorado.
Eu que perdi
Tempo
Amando muitas
Vezes,
Só quero te ver
Ao meu lado.
Ser seu amante,
Namorado...


343 - SOLIDÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Minha solidão
É densa...
Uma multidão.
Não tenho tempo
Para mim.
A solidão me ocupa
O espaço
E não consigo fugir.
Já não sei quem sou
Me perdi.
Minha casa está cheia
De mim
E não me encontro
Em nada.
Fujo para os bares
Do mundo
E me vejo em tudo
E não me vejo em nada.
A solidão
Me persegue.
Me segue.
Me abraça.
Me assusta...

De tanto ser só
Só...Sou...

domingo, 16 de maio de 2010

339 - CALMA
Autor: Carlos Henrique Rangel

O quente Sol da manhã
Me abençoou a face.
Todas as possibilidades
Do mundo adiante.
Enquanto eu pensava
Em correr
Nada parecia se mover
De verdade.
A brisa não tinha
Horário
E aquela folha
Dançarina
Não ensaiara
A coreografia..

O banco em que sento
Me fascina...
Tudo Pode esperar...

A vida ensina...


340 - MÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Dê-me a sua
Mão.
Nunca te
Direi não.
Serei
Seu menino
Sempre...
A seu lado...
Se quiser...
Não.

Nunca
Te negarei
A mão.
Serei
Seu menino
Sempre...
A seu lado...
Se quiser...
Não.

Dê-me a sua
Mão.
Serei
Seu menino
Sempre...
Nunca
Te direi
Não.
A seu lado
Se quiser...
Não.

Nunca me dê
Seu não.
Serei sempre
Seu menino.
Do seu lado....
Dê-me a sua
Mão.


341-FELIZ
Autor: Carlos Henrique Rangel

Serei feliz?
Como?
Se você
Não existe
Ao meu lado?
Não sei de você
Há tanto tempo
Que a felicidade
É o Paraíso,
Distante de mim...

Mas vivo
A procura...
Cada dia
É possibilidade...
A esperança
O galo a canta...
A coruja a lamenta...

E eu continuo.

Feliz?
Como?
Sem você?
Mas te procurar
Me faz feliz
Todo dia...
A tristeza
Vem a seguir...





quinta-feira, 13 de maio de 2010

336 - POR QUE
Autor: Carlos H. Rangel

Porque há você 
E eu nunca tive.
Porque você é um sonho
E eu sonâmbulo...
Porque sorri
E não é para mim.
Porque te espero
E nunca chegas...
Porque há você
E eu não sou nada...
Para ti.

337-LUZ
Autor: Carlos Henrique Rangel

A Luz que brilha em mim
Também está em ti.
Haverá palavras que te traduzam?
Poderei te refletir?
Serei luz.
Serás luz.
Que seja dia
Onde estiveres.
Que seja luz onde estarei.
Palavras lux...
Que se faça a luz.
Que sejamos todos
LUZ.

338 - MARIA
Autor: Carlos Henrique Rangel

A Maria
Que vivia a noite
E amava o dia...
Se pudesse,
Viveria o dia.
A noite...
Dormia...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

330 - ESPÍRITO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Meu Espírito não tem lugar.
Está perdido no não lugar
Do esquecimento...
O seu esquecimento...

Eu não consigo...

Penso em você
Todo instante
Nesse vazio de Espírito
Que sou.

Não brilham mais
Os meus olhos,
Essas janelas da alma...
Essa sem lugar
Que não se acha
Em mais nada...
Só em você...

Você é o meu lugar
O lugar do espírito.
Do que fui
E do que posso ser...
Hoje meu espírito
Não tem lugar...
Estou sem você...


---------

Assim como há o espírito do lugar,
Existe também o espírito do não lugar.
Lugar há que espírito tem.
Lugar há onde não há.
Há almas sem espíritos
Roubados que foram por amor falido.
Há espíritos sem lugar.
Perderam a vez
Foram ao ar.

331 - ANJOS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Sim,
anjos existem
E eu os vejo em versos...
Tem asas rosadas
Como flores tristes
Mas não são...
Os sorrisos que não acontecem
Estão em todo ser.
São bateres de asas...
Eu também as tenho...
Incomodam-me a noite...


332 - LINGUA DOS HOMENS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Não tenho palavras
Para dizer minha canção.
Me expresso em língua antiga
E o meu povo não...
Quem sabe o que serão?
Quer seja de cá ou de lá
Serei sempre Homem...
Não me digam não.
Terei palavras que dirão...
Quem serei?
Quem serão?

333 - PECADOR
Autor: Carlos Henrique Rangel

Pois eu pequei...
Pequei por amar...
De tal maneira
Que me perdi em meu amor...
E ele se foi
E me deixou em dor...
Pequei sim por não saber amar menos...
Serei sempre um eterno pecador.

334 - ACEITA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Aceita meu amigo este pobre escrito.
Lhe digo o pouco do que sou.
Se ligar... Eu não ligo.
Aceita minhas frustrações
Que lhe sujam as bordas
Não tenho pretensões
Somente intenções
E essas...
São as melhores possíveis.
Aceita esses rabiscos
Discretos...
Serei grato.

Se lerem...
Mais.

 
335 - AMORES
Autor: Carlos Henrique Rangel
Amores
Amores...
Nós os que somos
seus tradutores
temos que senti-los
e tê-los...
Se não os temos
inventemo-los.

domingo, 9 de maio de 2010

329 - ÓDIOS DO MUNDO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Não me entregarei
Aos ódios gratuitos.
Sou maior que as tristezas
E dores do Mundo.
NÃO!
Não serei mais um
Gritando asneiras
Passionais
Aos quatro cantos
Da Terra.

Serei maior.

Meu peito
É imune a ódios.
Carrega rancores
Passageiros...
Mas é amor
Que transborda
Ao vento...

Sim...

Existe muito amor
E ele não permite
Que ódios eventuais
Me mergulhem
Em rugas ferozes.
Não sou santo
Mas não deixarei
Que os ódios
Do Mundo
Me consumam o ser.
Sou maior
E a vida...
A vida é bela.

Sim,

Sei que é lugar comum...
Mas a vida realmente
É bela...

Novamente digo:
NÃO!
Não me entregarei
aos ódios
do Mundo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

328 - DE NOVO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quando a noite cai
Ouço o fantasma
De minhas dores
Rodeando minha pele.
Te esquecer ...
Somente o Sol
Tem esse poder...
A noite,
Sádica inimiga,
Me chama você
E meus olhos pesados
Banham sua imagem
Até o amanhecer...
Ah ...
Essa rotina estrelada...
Te quero
E te odeio...
Amo mais o Sol...

terça-feira, 4 de maio de 2010


327 - SEGUIR
Autor: Carlos Henrique Rangel

Ele me olhou
Com os seus olhos
De mil idades
Naquele sonho que tive.
Disse sem dizer
O que eu precisava.
Um sorriso bastava:
“Vai. Segue o teu rumo...”
Que rumo?
Não sei...
Seguir virou uma sina...
Eu sigo...
Obediente que sou
Ao seres de outros mundos...
Também eu o sou...


328 - NEVES DE PARIS
Autor: Carlos Henrique Rangel

As neves de Luxemburgo
Contemplam o ócio
Dos que são
E dos que não.
Gotas margaridas
Sobre a verde grama
E Paris respira
Como menina/moça.

O sono é um convite
E eu quase cedo
Aos encantos
Do nada fazer.
Há gentes de todas
As idades
E eu não tenho idade.
Sou os velhos em prosa.
A criança que pisa flores.
O jovem copulando neve.
Sou turista negro/rosa
Sonhando realidades...
As neves primaveris
São únicas
São Paris...

  CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...