278 - OLHOS VAZIOS
Autor: Carlos Henrique Rangel
Vazios...
São vazios
Os seus olhos.
Nada dizem
De você.
No entanto,
É você,
Triste menina
Que guardo
Em minha retina.
Você quase não existe
Em sua singularidade.
Te vejo em tantas
Que me confundo.
Quantas são?
Mesmo não sendo,
Você é.
E eu...
Sou contradição poética
Te dizendo uma
Te dizendo muitas.
Vazios...
São vazios
Os seus olhos.
Como estão
Cheios de você...
279 - IGUAL
Autor: Carlos Henrique Rangel
Você que passou
Eu a vi
Décadas atrás
E, no entanto
Não era você.
Quantas são iguais
Mas não são?
Tudo me parece comum
Mas nada o é.
O único se repete
Tantas vezes...
Mas é,
Em essência
Tão diferente.
Os lugares comuns
Nada têm
De comuns.
São únicos...
Mas como
Parecem iguais...
Cada olhar
Que vejo igual,
Quão diferente
É...
Surpreenda-me mundo!











