sábado, 6 de fevereiro de 2010

244 - AMOR PRIMEIRO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Nada sairá de onde está.
Aqui dentro só eu...
Você ocupou o seu lugar
Não há volta.
Desapareça...
Se desfaça no mundo.
Mas não há como me abandonar.
Será eterno como eu o que foi.
E o que doeu doerá sempre
Mesmo que você nunca mais.
Não é tortura tudo isso.
O que foi bom também está lá
E ressurge sempre
Quando não espero...
Você será eternamente jovem
Amor primeiro.
Aqui dentro só eu...

245 - SOBRE CORES
Autor: Carlos Henrique Rangel

Serei azul se me quiser azul.
Verde posso ser,
Mas amadurecerei um dia.
São meus caminhos amarelos
Que me levam ao seu mundo sépia.
Mas os seus negros cabelos
É que quero visualizar marrom.
Há riscos vermelhos em meus olhos
E minhas noites sobre o branco dos papeis
Transformam em fundas crateras roxas
As olheiras que apresento sobre a face...

Vale a pena minha pequena luz prateada,
Mergulhar nesse azul de mar
E me transmutar em deus camaleão.
Serei eterno enquanto durar o olhar...

O Ponto não finaliza o que não é.
Só você é.
Tudo para você será...
(Para Kenia)


EXPERIMENTOS - QUASE CONCRETO

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244- QUASE CONCRETO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Eternamente
Amarei...
És terna,
Menina
Amarei...
Eterna
Mente
Amarei...
Externamente
Amarei...
Internamente
Amarrei...
Eternamente
Externamente
És terna?
Mente?
Eternamente
Amarei?

243 - EXPERIMENTOS - POEMA DA VIDA


243 - POEMA DA VIDA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Encontrei no jardim
Um besouro derrotado.
Formigas vermelhas
Suavam seu transporte
Em lento arrastar.
Logo a diante,
Uma pequena lesma
Desenhava o chão
Escrevendo sua marca.
Quinze minutos é o tempo
Para que os versos se cruzem...
Terei então um poema
Da vida...
É esse que quero escrever...



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

242 - OLHOS
Autor: Carlos Henrique Rangel

Que olhos
Existem por trás
Dos óculos?
Quem é você
Que a máscara
Esconde?
Há mistérios
Insondáveis
No rosto da jovem,
Que meus dedos
Querem tocar.
Também meus lábios,
Esses insaciáveis românticos
Desejam o gosto
Do Desconhecido.
Ela olha mas o que?
Onde está o olhar?
O que pensa esse rosto
Sem sorriso?
Que mundo esconde
Que não o meu?
Os olhos que não vejo,
Imagino.
E amo suas cores.
Não me mostre
O que já vi
Em sonhos.
Serei seu
Eterno amante.

(Para Ariana)

241 - DESCARTÁVEL


241 - DESCARTÁVEL
Autor: Carlos Henrique Rangel

Descartável
Mundo Humano
Tudo se perde
Tudo se recria.
Fica um pouco
De sua cria
Na poeira
Do tempo.
Palavras ao vento
Formam Poesia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

240 - DAI-ME
Autor: Carlos Henrique Rangel

Quero tanto da vida.
E por que não?
Eu vim nu ao Mundo
E estou carente de tudo.
Dai-me o que eu puder pegar.
Dai-me seu amor,
Sua alegria,
Sua força de vontade
E o brilho do seu olhar.
Deixe-me completar minha coleção de emoções
Para saber o Mundo e ser melhor.
Dai-me seus ódios
E seus porquês.
Dai-me!
Não quero furtar...
Quero que partilhe o que viu.
O que tem por trás da sua pele
E o que ficou na superfície.
Dai-me o que sentiu com seus lábios...
O que pisou com os seus pés...
O que suas mãos tocaram...
Dai-me o que você é
E que eu não poderei ser jamais...
Dai-me...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


239 - Angustia Poética
Autor: Carlos Henrique Rangel

Não sei menina...

Quase morro de angustia por não conseguir
Passar certas coisas que estão guardadas aqui.
Meu peito quer pular e minha alma berra batendo asas...
Mas falta alguma coisa...
Queria inventar uma linguagem que dissesse tudo o que penso...
Como gostaria de criar uma poesia com odores e lágrimas...
Como gostaria de escrever um beijo eterno
E abraços que não se desfazem...
Como gostaria de mastigar poemas em praça pública
Qual rosquinhas de amor.

A vida para mim é como a casa da bruxa da estória de Joãozinho e Maria...
Quero devorá-la com sofreguidão e berrar pétalas de rosas...

Mas como?

Como seria?

Como traduzir o que só existe no mundo dos sonhos
Ou nos reinos das fadas?
Transformar em palavras o gosto do beijo da pessoa amada?
Como descrever com cheiro e textura
O que habita um coração apaixonado?
Como colorir o som de um luar?
Como dizer sem dizer?
Ou,
Sem dizer,
Dizer tudo?

Não sei menina...

Quem sabe um dia,
No fim do caminho.
Ou quando a tinta se esgotar
Não arranharemos as páginas com a exposição do mistério?
Nesse dia,
 Nossos corpos brilharão
Como a resposta que procuramos...

Seremos "A POESIA".

(De uma conversa com Ariana)

  CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...