sábado, 21 de novembro de 2009
164 - QUINTAL
Autor: Carlos Henrique Rangel
Eu já segui
Por aí
Esquecido
De mim...
Você me viu?
Em algum lugar?
Em alguma esquina?
Estou em tantos lugares
Que me perdi...
Minha mente
É o mundo
E eu não sei
De mim.
Mas sei de tudo...
A chuva
Já me molhou
Os olhos
E o Sol
Me queimou
O umbigo...
Senti frio
Nos ossos
E calor
Nos cabelos.
Já dormi
Em tantas
Camas
Que não sei
Onde estou.
Comi tantas
Comidas
Que meu paladar
Se irritou.
Eu já segui
Por ai
Esquecido de mim...
Não me viu?
Nem eu sei de mim...
Sou cidadão
Mudo
Perdido no mundo.
Vi tanto
Senti tanto
Que não vejo...
Mais...
Não como antes...
O mundo é
Meu quintal
Mas não encontro
A porta da cozinha...
Ai de mim...
Eu já segui
Por ai
Esquecido de mim...
Você me viu?
163 - SE EU FOSSE VOCÊ
Autor: Carlos Henrique Rangel
Se eu fosse você
Cuidaria de mim
E dos meus
E dos meus lugares
E minha memória
E minha história...
E o que lembra minha história...
Para ser mais “Eu”
Quero dizer “Você”...
Se eu fosse você
Não seria você...
Seria eu em você...
Você se perderia
No meu “Eu”...
Não Seria “Você”...
Se eu fosse você...
E não sou... Graças a Deus!
Para o seu bem
E o meu...
E o da humanidade...
O melhor
Seria... E é
Que você seja “Você”
Em toda sua sabedoria
E eu seja “Eu”
Com a minha falsa modéstia...
Em nossa singularidade
A certeza da diversidade
Da renovação...
Da compreensão...
Da transformação consciente...
Da preservação dos “Eus”
No contexto coletivo.
Autor: Carlos Henrique Rangel
Se eu fosse você
Cuidaria de mim
E dos meus
E dos meus lugares
E minha memória
E minha história...
E o que lembra minha história...
Para ser mais “Eu”
Quero dizer “Você”...
Se eu fosse você
Não seria você...
Seria eu em você...
Você se perderia
No meu “Eu”...
Não Seria “Você”...
Se eu fosse você...
E não sou... Graças a Deus!
Para o seu bem
E o meu...
E o da humanidade...
O melhor
Seria... E é
Que você seja “Você”
Em toda sua sabedoria
E eu seja “Eu”
Com a minha falsa modéstia...
Em nossa singularidade
A certeza da diversidade
Da renovação...
Da compreensão...
Da transformação consciente...
Da preservação dos “Eus”
No contexto coletivo.
162 - PEDAÇOS
Autor: Carlos Henrique Rangel
Um pedaço de mim é branca ambição e veio de longe...
Do mar sem fim.
Outro pedaço de mim também veio do mar e é negra solidão.
Um pedaço de mim estava aqui e é rubra intuição.
Um pouco de mim é verde floresta. Outro amarelo ouro.
Um pedaço de mim é pura sensualidade.
Outro é devoção medrosa.
Um pouco de mim decora as igrejas. Outro tinge a terra de sangue.
Um pouco de mim observa das sacadas.
Um pedaço brinca nas praças...
Um pedaço de mim é ancião.
Outro é jovem canção.
Uma parcela de mim morreu em guerras.
Outra embriagou-se em festas.
Um tanto está na poeira das estradas.
Outro tanto nas gotas do rio.
Um pedaço de mim esta nas ferramentas.
Outra parcela nas peças...
Na comida vejo outro tanto. Na roupa um pouco mais...
Na louça, no veículo, na moça...
Eu vejo parte de mim...
Sou parte de tudo e em tudo me vejo. Em tudo estou...
Me faço em tudo.
Me construo com partes de tudo
e no TODO... SOU.
Autor: Carlos Henrique Rangel
Um pedaço de mim é branca ambição e veio de longe...
Do mar sem fim.
Outro pedaço de mim também veio do mar e é negra solidão.
Um pedaço de mim estava aqui e é rubra intuição.
Um pouco de mim é verde floresta. Outro amarelo ouro.
Um pedaço de mim é pura sensualidade.
Outro é devoção medrosa.
Um pouco de mim decora as igrejas. Outro tinge a terra de sangue.
Um pouco de mim observa das sacadas.
Um pedaço brinca nas praças...
Um pedaço de mim é ancião.
Outro é jovem canção.
Uma parcela de mim morreu em guerras.
Outra embriagou-se em festas.
Um tanto está na poeira das estradas.
Outro tanto nas gotas do rio.
Um pedaço de mim esta nas ferramentas.
Outra parcela nas peças...
Na comida vejo outro tanto. Na roupa um pouco mais...
Na louça, no veículo, na moça...
Eu vejo parte de mim...
Sou parte de tudo e em tudo me vejo. Em tudo estou...
Me faço em tudo.
Me construo com partes de tudo
e no TODO... SOU.
161 - TODO DIA
Autor: Carlos Henrique Rangel
Todo dia
Tudo igual...
Mas diferente...
Todo dia
Uma luz
Ilumina meu rosto.
Um galo distante
Canta.
Pardais na janela...
Todo dia
Tudo igual...
Mas diferente.
O cheiro de café
O gosto...
O banho...
Acordei...
No ônibus
Pessoas de sempre.
Diferentes.
Conversas iguais
Mas diferentes...
Às vezes chove
Ou não.
Diferente...
Igual...
Todo dia
Um começo
Igual
Mas diferente.
Me sinto bem
Com o que é igual
Mas que bom
Que é diferente.
Autor: Carlos Henrique Rangel
Todo dia
Tudo igual...
Mas diferente...
Todo dia
Uma luz
Ilumina meu rosto.
Um galo distante
Canta.
Pardais na janela...
Todo dia
Tudo igual...
Mas diferente.
O cheiro de café
O gosto...
O banho...
Acordei...
No ônibus
Pessoas de sempre.
Diferentes.
Conversas iguais
Mas diferentes...
Às vezes chove
Ou não.
Diferente...
Igual...
Todo dia
Um começo
Igual
Mas diferente.
Me sinto bem
Com o que é igual
Mas que bom
Que é diferente.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
159 - DE TAL MANEIRA
Autor : Carlos Henrique Rangel
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza.
E vi essa beleza
Em tantas coisas...
Pequenas e grandes.
O mar em
Seus tons azuis/verdes...
Os pequenos barcos
Dançando às ondas...
O coqueiro respondendo
Ao vento...
O menino mergulhando
Na espuma...
Eu amei o meu mundo
De tal maneira...
A velha igreja
Continua rezando
Missa...
O andar da Senhora
Tem seu tempo...
A menina me sorri
Criança...
O bar me serviu bem...
O cemitério é tão calmo
Que dá vontade
De ficar...
(não agora) .
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira...
O Sol brilhante
E quente...
O desfile de moças...
A música tão nossa...
A lembrança
Do que foi
E do que é.
Ai, essa preguiça
Gostosa de lembrar...
A areia sobre os pés
Massageia a alma
E acalma...
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza...
O mar continua
Verde/azul
E compõe o quadro
Com o azul do Céu.
O coqueiro acompanha
A música
Em seu bailado.
A moça passou...
E era linda...
Eu amei
O meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza...
(Será que ela volta?)
Autor : Carlos Henrique Rangel
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza.
E vi essa beleza
Em tantas coisas...
Pequenas e grandes.
O mar em
Seus tons azuis/verdes...
Os pequenos barcos
Dançando às ondas...
O coqueiro respondendo
Ao vento...
O menino mergulhando
Na espuma...
Eu amei o meu mundo
De tal maneira...
A velha igreja
Continua rezando
Missa...
O andar da Senhora
Tem seu tempo...
A menina me sorri
Criança...
O bar me serviu bem...
O cemitério é tão calmo
Que dá vontade
De ficar...
(não agora) .
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira...
O Sol brilhante
E quente...
O desfile de moças...
A música tão nossa...
A lembrança
Do que foi
E do que é.
Ai, essa preguiça
Gostosa de lembrar...
A areia sobre os pés
Massageia a alma
E acalma...
Eu amei
Meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza...
O mar continua
Verde/azul
E compõe o quadro
Com o azul do Céu.
O coqueiro acompanha
A música
Em seu bailado.
A moça passou...
E era linda...
Eu amei
O meu mundo
De tal maneira
Que me perdi
Em sua beleza...
(Será que ela volta?)
158 - MEMÓRIAS
Autor: Carlos Henrique Rangel
Zé lembrava que era Zé,
Diminutivo do nome José.
Tinha idade e identidade.
Lembrava que tinha nascido
E se criado numa cidade com uma pequena praça.
Uma pequena igreja que viu o casamento dos pais e seu batizado
E seu casamento e as lágrimas do fim.
Zé lembrava dos bancos da praça.
Das árvores,
Das flores,
Das bolas jogadas,
Das moças...
Zé lembrava que um dia foi Zezinho, Garoto bonito, rei dos bailes...
Lembrava da escola que ficava na praça... De novo a praça...
A praça...
O mundo era a praça:
Da igreja,
Da escola,
Da casa da avó.
A praça das flores,
Das bolas, das moças...
Zé lembrava do fim das coisas:
Da escola substituída.
Dos jardins modificados.
Da igreja ampliada.
Do asfalto cobrindo as pedras...
Das moças já não tão moças...
Zé lembrava...
O mundo já não era a praça...
O mundo era maior:
Além da praça,
Além da cidade,
Além do país...
Mas Zé sabia...
Sabia que o Zé José
Só era Zé José
Por causa do mundo.
E o mundo do Zé José
Era a praça da igreja,
Da escola,
Da casa da avó,
Das flores e moças...
A praça de ontem,
A praça da infância,
Da adolescência,
Da juventude,
Dos cabelos brancos do Zé idoso...
A praça era o mundo.
O mundo do Zé José...
Autor: Carlos Henrique Rangel
Zé lembrava que era Zé,
Diminutivo do nome José.
Tinha idade e identidade.
Lembrava que tinha nascido
E se criado numa cidade com uma pequena praça.
Uma pequena igreja que viu o casamento dos pais e seu batizado
E seu casamento e as lágrimas do fim.
Zé lembrava dos bancos da praça.
Das árvores,
Das flores,
Das bolas jogadas,
Das moças...
Zé lembrava que um dia foi Zezinho, Garoto bonito, rei dos bailes...
Lembrava da escola que ficava na praça... De novo a praça...
A praça...
O mundo era a praça:
Da igreja,
Da escola,
Da casa da avó.
A praça das flores,
Das bolas, das moças...
Zé lembrava do fim das coisas:
Da escola substituída.
Dos jardins modificados.
Da igreja ampliada.
Do asfalto cobrindo as pedras...
Das moças já não tão moças...
Zé lembrava...
O mundo já não era a praça...
O mundo era maior:
Além da praça,
Além da cidade,
Além do país...
Mas Zé sabia...
Sabia que o Zé José
Só era Zé José
Por causa do mundo.
E o mundo do Zé José
Era a praça da igreja,
Da escola,
Da casa da avó,
Das flores e moças...
A praça de ontem,
A praça da infância,
Da adolescência,
Da juventude,
Dos cabelos brancos do Zé idoso...
A praça era o mundo.
O mundo do Zé José...
Assinar:
Postagens (Atom)
CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...
-
427 - SILÊNCIO Autor: Carlos Henrique Rangel O silêncio das coisas falam que sou... Já fui tanto que não sei o que sou. No entanto um pouco...
-
CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...
-
236 - CONTRÁRIO Autor: Carlos Henrique Rangel O contrário ainda sou eu? O que vejo no espelho Sou eu? Tudo está do outro lado. Contrário...
