quinta-feira, 19 de novembro de 2009

157 - Oi
Autor : Carlos Henrique Rangel

Uma menina
me disse oi um dia.
Apenas um oi
Em um dia que parecia comum
Não era...
Aquele oi me perseguiu
Como sombra
E eu dancei as horas
Como apaixonado...
Não sei o nome...
Um oi sem nome...
Meu coração menino
Pobre carente menino
Me envergonha …
Apaixonei por um oi...
Nunca mais vi
Nunca mais ouvi...
Se perdeu na imensidão
da metrópole
Entre outros ois, tchaus, adeus...
Foi um oi adeus?
Será?
Quem dera ouvir
Esse oi. e o que mais viesse...
Quem dera sugar desse oi
O perfume de seu halito...
Apenas um oi
E me perdi...
Em ais...
156 - CAVALEIROS DO APOCALÍPSE
Autor: Carlos Henrique Rangel

São quatro
Os moços parados.
E antigos.
Carregam livros...
Dois sentados
Dois em pé...
Nunca vi
Nem sei...
Há nomes
Em placa de prata
Mas não me dizem nada...
São homens
Antigos
E me faltam dados...
São quatro
Como cavaleiros bíblicos.
Importantes?
Devem ser...
Políticos?
Escritores?
Quem sabe?
Quem sabe
Não me diz muito.
Mas sei
Que são quatro...
Antigos...
E carregam livros...



155 -NA PALMA DA MÃO
Autor: Carlos Henrique Rangel

Na Palma
Da mão...
Segurei
O meu mundo.
Na Palma
Da Mão
Em cada linha
Em cada marca
Do tempo
Eu vejo
O mundo...
O meu mundo...
Nas calejadas mãos
O meu fazer
De mundo.
Nas cicatrizes
Escrevi
Meu Mundo.
Leia na Palma
Da mão
O que fiz
E sou...
Na Palma
Da mão
Segurei mãos
Para fazer
O meu mundo.
Tudo o que vê
Entre o Céu
E a Terra
Está na palma
Da mão
E no suor
que a purifica.
Sim,
Na Palma
Da mão
Carrego
O meu mundo.
Abra as mãos...
Veja o mundo
Em suas mãos...
Os abrigos
Os templos
As músicas
Do mundo...
Na Palma
Da mão
Também
A destruição
O ódio
O fim...
Na palma
Da mão
Vejo a solução.
154 - MURADA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Naquela murada
Te beijei tímido...
Santa Murada
Santa Timidez...
A murada continua lá
A timidez se perdeu
No tempo...
Você me amou
Eternamente
Por anos.
Mas acabou...
Naquela murada
Tudo era eterno...
E você...
A murada continua...
Eterno simbolo
Do que foi...
E não é mais...
Tudo muda
E mudamos...
A murada não...
Ainda não...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

153 - ALICE
Autor: Carlos Henrique Rangel

No País das Maravilhas
Alice brilha...
Entre coelhos
Elétricos
E rainhas raivosas,
Alice brilha...
No Espelho
As maravilhas
De Alice.
O terceiro andar
De Alice...
Entre gatos risonhos
Coelhos elétricos
E rainhas raivosas...
É tarde...
Muito TARDE...
Alice brilha..

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

152 - AMANHÃ PODE SER
Autor: Carlos Henrique Rangel

Amanhã
Pode ser...
Amanhã …
E será melhor...
Espera.
Se choveu
E o dia escureceu
Tudo bem,
Amanhã o Sol
Virá.
Se está quente
E o suor te
Cobre o rosto,
Tudo bem,
Amanhã a chuva
Virá
E te aliviará
O corpo.
O amanhã
É doce paliativo,
A esperança.
Espera,
Tudo pode
Ser melhor
Amanhã
E será.
Se não Deu
Certo hoje,
Amanhã
Certamente
Dará.
O Cansaço
Do dia
Atormenta?
Dorme.
Amanhã
Você pode
Continuar.
Ela não
Te olhou Hoje,
Mas amanhã
É outro dia...
Ela vai te olhar...
O amanhã
Sempre está
Por vir.
E pode chegar
Como um
Hoje melhor...
Então...
O amanhã
Pode ser...
Tudo pode
Ser...
Amanhã,
É só esperar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

151 - A COR DA ÁGUA
Autor: Carlos Henrique Rangel

Qual a cor
Da água?
E do meu coração?
Dizem que meu
Coração é Vermelho
E a água...
A água não tem cor...
Não sei...
Já vi águas azuis
Águas verdes
E marrons.
Meu coração
Nunca vi
Mas sei...
É da cor
Do amor
Que sinto
Por você...
Qual?

Você sabe,
Não vou dizer...

  CURIOSIDADES: Um discípulo perguntou a seu mestre: "Mestre como é a vida após a morte?" O mestre calmamente respondeu: "Nã...